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Bem sucedido V Concurso Intern. de Vinhos do Brasil

467 amostras avaliadas em três dias por um júri internacional

 

 

Como já acontece de o 2002 quando foi celebrado pela primeira vez, o Concurso Internacional de Vinhos do Brasil é feito em Bento Gonçalves (Serra Gaúcha) cada dois anos. Nesta oportunidade, a edição número 5, reuniu 467 amostras de 15 países, avaliadas por um júri de especialistas composto por 36 brasileiros e 19 estrangeiros.

 

O concurso, realizado entre 5 a 8 de julho nas instalações do Hotel & SPA do Vinho Caudalie no Vale dos Vinhedos, atingiu um crescimento de 13,5 % de amostras comparado com a edição anterior. E os prêmios recebidos pelas empresas participantes, são um verdadeiro reflexo do extenso e incansável trabalho feito pelo júri. O mesmo que em três dias de degustação foi o responsável de avaliar e dar nota as amostras divididas em 7 categorias, que através de um formulário eletrônico projetado para ocasião, e sem precedente neste concurso, facilitou o trabalho de cada um das 6 mesas avaliadoras.

 

A praticidade, e velocidade na transmissão de dados (do painel de degustadores até o computador do presidente do júri) tornaram mais fácil a tarefa do processo de resultados, um fato não menos importante considerando o volume das amostras degustadas.

 

O Uruguai estive representado por 4 degustadores, que atuando como juízes soube cumprir a grande tarefa de avaliar essa interessante quantidade de vinhos, já que em todos os casos atuaram em diferentes mesas. Por Uruguai então, participou o enólogo Alejandro Cardozo, expert em vinhos espumantes, que mora na região da serra há já uns anos. Além do enólogo Fernando Pettenuzzo, atual presidente da Asociación de Enólogos do Uruguai; José Lez, enólogo e vice-presidente da mesma associação; o sommelier Daniel Arraspide, responsável e editor desta web site e colaborador de diversa mídia uruguaia e estrangeira.

 

Destaque dos degustadores do velho mundo, foi o francês Serge Dubois, presidente da OIOE, quem atuo como delegado pela O.I.V além de dar palestra na assembleia geral da União Internacional de Enólogos, acontecida há poucas horas, neste 8 de julho.

 

Muitas mais atividades complementarem o sucesso deste concurso de grande nível, assim como as visitas feitas na Ditalia Móveis, Vinícolas Casa Valduga, Salton, e Perini, além de almoços e jantares especialmente harmonizados nas vinícolas, restaurante Leopoldina do Hotel & SPA do Vinho, e alguns outros recantos gastronômicos da aconchegante Bento Gonçalves.

 

O futebol também estive presente, colocando um toque de cor nos momentos paralelos ao concurso, num contexto internacional e onde o Brasil torcendo pela vitoria para Uruguai na semifinal com Holanda foi observado na Copa Mundial de Futebol Sud África 2010.

 

Um dos momentos de mais emoção no concurso foi a entrega de prêmios, onde em grande cerimonial e desfrutando do requintado jantar projetado pelo Chef Fábio Lima, se entregarem as medalhas das categorias Grande Ouro, Ouro, e Prata, correspondendo em número ao 30 % das amostras apresentadas e degustadas (segundo normas de OIV)

 

Uruguai não ficou por fora dos homenageados, já que com 7 medalhas (1 de Ouro e 6 de Prata) foi destaque entre os países em receber as honras. Brasil brilhou com a maioria dos prêmios (1 Grande Ouro, 34 de Ouro, 60 de Prata) país que apresentou uma grande porcentagem das amostras avaliadas.

 

No total, foram premiados vinhos com 3 Grandes Medalhas de Ouro, 49 Medalhas de Ouro, 85 Medalhas de Prata, num total de 137 rótulos premiados de 11 países.

 

Mediante a avaliação de vinhos espumantes, brancos tranquilos, rosés, tintos, licorosos, e destilados, este concurso já é referência a nível mundial. Feito num país onde concorrem no mercado na casa de 20.000 rótulos dos mais diversos terroirs do mundo, e em terras do sul brasileiro, onde se produzem vinhos de alta qualidade – que começam a competir no mundo inteiro – esta edição foi uma experiencia em verdade gratificante. Além disso, também enriquecedora e que promoveu o intercâmbio de experiencia e conhecimento com degustadores treinados em diferentes disciplinas (enólogos, engenheiros agrônomos, sommeliers, jornalistas, etc.)

 

Uma nova oportunidade na que ficou claro que o vinho é a bebida mais socializante, que faz laços mais estreitos, e exibindo uma encenação impecável da ABE (Associação Brasileira de Enologia) responsável pela organização do concurso e presidida neste período pelo enólogo Christian Bernardi.

 

Um evento que coloca em alto patamar os vinhos do Brasil, de Sud América e do mundo.

 

 

 

Veja informação em detalhe no site: www.enologia.org.br

 

Entrevista Daniel Arraspide e Leonardo Castellani, por Felipe Machado do Grupo RSCOM:

 

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Miolo adota novas garrafas ecológicas

Embalagens mais amigáveis com o médio ambiente

 

O cuidado do médio ambiente e o fato de tentar ajudar para não contaminar nosso planeta, tampouco foge das empresas do ramo vitivinícola. Focadas não só na qualidade do que está dentro das garrafas, também do impacto que produzir os seus vinhos pode ter, cada vez mais empresas procuram alternativas mais sustentáveis.

 

Em um país grande como o Brasil, onde moram quase 200 milhões de habitantes, esta tarefa tem peso não só em termos ambientais, mas também em como “ser visto de fora” o desempenho da empresa envolvida com esse fim.

 

Preocupada, e com a finalidade de contribuir com esta política mais “verde”, a Miolo Wine Group, companhia líder no mercado brasileiro do vinho, anunciou a recente incorporação a sua linha de engarrafamento de Livramento (fronteira com Uruguai) uma nova embalagem mais leve e que favorece com a menor poluição ambiental.

 

Trata-se de um formato de garrafas mais leves em peso, já que a espessura do vidro com que são feitas é menor, fato que reduz em quase 30% a matéria-prima usada na sua fabricação.

 

Estas garrafas produzidas pela O-I Owens Illinois do Brasil e que no inicio, a Miolo vai começar usar para sua linha de vinhos Almadén, produzidos em Livramento (Campanha Gaúcha) é que também vai atingir as demais grifes da empresa, segundo o anuncio do diretor técnico da MWG, enólogo Adriano Miolo, quem comento “- Nossa ideia é que o uso dessas garrafas mais leves e sustentáveis seja estendido para toda a linha da Miolo Wine Group”

 

Um detalhe a levar em conta, é que esse tipo de embalagens, não por ser mais leve, seja menos forte. Estas garrafas tem a mesma resistência que as tradicionais garrafas de maior peso.

 

Além de usar menor quantidade de matéria-prima na sua produção, a utilização destas garrafas reduz a emissão de gás carbônico durante o transporte das bebidas.

 

Com esta aprovação em matéria de embalagens, a Miolo tem acesso ao selo “Leve + Verde” que é um rótulo ecológico que as empresas só recebem após cumprirem rígidos requisitos de respeito ao meio ambiente, também estendido aos fornecedores e colaboradores.


Entre os critérios para outorga do Selo Verde estão: aplicar uma Política Ambiental; desenvolver técnicas, processos e serviços limpos que reduzam os impactos ambientais negativos e que respeitem o meio ambiente; trabalhar a Educação Ambiental junto aos funcionários, fornecedores, clientes e à comunidade; utilizar a Política dos 3R´s: reduzir (consumo consciente); reutilizar (aproveitar os descartes) e reciclar (transformar os produtos descartados).

 

Bem-vinda seja esta política ambiental, da que toda a cadeia vitivinícola faz parte, incluindo consumidores. Um exemplo digno de seguir por toda aquela empresa preocupada em colaborar com o cuidado e preservação do mundo em que moramos.

 

Web site da Miolo:   www.miolo.com.br 

 
Tannat e cordeiro em H. Stagnari

 

 

Em muitas ocasiões a gente tem falado com certeza que, a carne de cordeiro e os vinhos Tannat fazem uma perfeita harmonização. E não são simples palavras; o vivenciado este passado final de semana no sul do Uruguai, testemunha disso.

 

Organizado pelas vinícolas associadas em “Los caminos del vino”, com o apoio da Sociedad de Corriedale, 13 vinícolas uruguaias festejaram a portas abertas o que foi chamado o “2do. Festival del Tannat y el cordero” fazendo honor a estos dois grandes produtos que nossa terra tem para oferecer.

 

A manhã do sábado 5 de junho (data marcada para o evento) amanhece com névoa, mas o sol no seu atraso, logo brilhou sobre o céu azul. Isso, sozinho, já foi bom pretexto para sair e visitar as vinícolas localizadas em Montevidéu, Canelones, e Maldonado, onde se encontram as empresas que faziam parte desta iniciativa.

 

Uma dessas vinícolas, Vinos Finos H. Stagnari em La Puebla (limite dos Estados de Montevidéu e Canelones) foi a escolha da equipe de Vino y Bebidas por a sua interessante proposta gastronômica, além de sua já reconhecida vocação para o enoturísmo, uma faceta que no Uruguai começa a dar os seus primeiros frutos.

 

Frutos que materializam-se no sucesso da convocatória. Só com dar uma olhada e escutar a conversa dos convidados que chegam ao evento aquele dia temperado de outono, tomamos conta da abrangência que tive a convocatória da H. Stagnari. Dos 44 participantes confirmados, mais de 20 eram brasileiros, que aproveitando o feriadão de Corpus Christi, visitavam o Uruguai, fazendo parte desta festa que não acontece em outros lugares do mundo.

 

Uma vez que os grupos estiverem organizados, Ana Gómez (responsável pelo turismo e eventos da empresa) convida visitar a vinícola boutique de Hector Stagnari e família, focada na elaboração só de vinhos finos, uma particularidade para a qual em o nosso país, da com os dedos da mão sim contamos as vinícolas que aplicam essa filosofia de trabalho.

 

Ana, uma moça especializada em turismo enológico, e bem formada em degustação de vinhos, falando espanhol, além de um ótimo português, foi a encargada de nos guiar pelas instalações e comentar o processo de elaboração, envelhecimento, e engarrafado dos vinhos desta casa, entre eles o Tannat Viejo, sem dívidas, um rótulo múlti premiado e reconhecido no mundo inteiro.

 

Já, na sala de degustação – uma linda construção de madeira, acima, a beira do vinhedo – a música popular e folclórica, com canções de Larbanois & Carrero e Los Olimareños, fazia de bem-vinda aos convidados que estávamos nos preparando para experimentar os vinhos e pratos escolhidos para a ocasião.

 

A dona da casa, Virginia Moreira de Stagnari, esposa de Hector, foi a encargada e dinâmica guia na degustação que começava com um branco, o Selección La Puebla Viognier 2009, vinho untuoso e aromático que lembra flores selvagens e polpa de pêssego, que fez um bom jogo com as brusquetas de legumes grelhados e queijo fundido, com salada verde.

 

Na hora do prato principal, fez aparição na cena “o Tannat mais premiado do mundo” um tinto de raça, o Tannat Viejo 2007 elaborado com uvas colhidas no norte, no Estado de Salto, e que por estes dias recebeu uma Grande Medalha de Ouro em Canada, no Concurso 17º Selection Mondiales des Vins. O prato preparado para acompanha-lo, não poderia sido melhor escolhido, um rico risoto de costela de cordeiro, fungos, e tomates cereja confit, cozido no seu ponto certo; uma harmonização maravilhosa.

 

Para colocar o ponto final nesta jornada ótima, um babaroise de Tannat e pêras caramelizadas, sobre crumble de lavanda fizerem muito boa harmonia com o Blush 2009, um delicado rosé de que gosto muito pelas suas notas florais e frutais, acompanhando de um leve frizz que acrescenta seu frescor e elegância.

 

Festa de sucesso demais, onde a natureza, a gastronomia bem elaborada, e os ótimos vinhos apertaram as mãos; cúmplices de tudo amantes da boa mesa e o bom viver. Evento que testemunha os bons produtos que o Uruguai consome e exporta, além da boa receptividade que as vinícolas nacionais tem para com os turistas domésticos e estrangeiros, os que cada dia apresentam mais interesse por os nossos vinhos.

 

WEB SITE DE H. STAGNARI:   www.stagnari.com

 
A Figura do Sommelier
Já aconteceu, mais de uma vez, aqui no nosso país (Uruguai) de me preguntarem: “o que você faz?”, ou “qual é a sua profissão?” Diante da minha resposta, mais de uma pessoa me questiona: “somme...???” A verdade é que muita gente ainda não sabe o que é, ou qual a função de um sommelier.
Ocorreu-me escutar entre os convivas de um restaurante, afirmações como: “e o garçom que serve o vinho”, ou “a pessoa que faz o vinho e faz sua promoção no restaurante”, quase ignorando a definição e as funções de um sommelier. Até o momento em que escutei uma senhora que, acreditando estar sendo discreta, afirmou em voz baixa: “Que lindo! Eu pago a janta e esse cara me diz o que tenho que tomar...bla, bla, bla... é o cúmulo, linda profissão!”
É anecdótico que em um país culto como o nosso, a profissão de sommelier ainda não seja reconhecida.
Diante dessa afirmacão, cabe perguntar-se: por quê? A única resposta aceitável é que o grupo de sommeliers, novo e inexperiente, ainda não “marcou presença” e não “mexeu os pauzinhos” para dar o valor que a profissão merece. Afortunadamente parece que os novos dirigentes das associações que agremiam os trabalhadores do mundo dos vinhos, estão trabalhando para que esta situação se reverta. Além disso, é bom fazer uma autocrítica e reconhecer os erros que foram aparecendo. Mas, na realidade, o que é um sommelier, e o que faz? Antes de tudo devemos esclarecer qual é a definição global do que é um sommelier: trata-se de um assessor em vinhos e bebidas. E quando mencionamos bebidas, entenda-se no mais amplo sentido da palavra.
Apesar de a profissão estar identificada na maior parte das vezes com o vinho, um sommelier também entende de águas, chás, cafés, destilados, coquetéis, azeites, e um variado leque de produtos gourmets, entre eles os charutos, embutidos e queijos, apenas para enumerar alguns. Também recebe capacitação na área gastronômica e é capaz de montar, tanto a carta de vinhos de um restaurante, quanto sua proposta com relação a pratos e petiscos.
História e origens do vinho e dos destilados, geografia vitivinícola, análise sensorial, vinificação, serviço das diferentes bebidas e suas harmonizações, marketing do vinho e francês técnico são alguns dos temas abordados em uma curta formação que tem uma duração média de 1 a 1,5 anos no Uruguai (segundo a escola escolhida) a que todos os aspirantes a sommelier são submetidos.
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