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Bem-vindo o Punta del Este Food & Wine Festival

O melhor da gastronomia e os vinhos da mão

 

 

 

Apenas em alguns dias, Punta del Este (Uruguai) vai receber a os chefs e sommeliers convidados para participar do evento chamado Punta del Este Food & Wine. Um festival no qual durante quatro finais de semana (sábados 6, 13, 20, e 27 de novembro) um grupo seleto de profissionais, e gourmets, amantes da boa vida, foodies, bon vivants – ou como você preferem chamar-lhes – vão estar reunidos em diferentes locais da principal praia uruguaia, e a seu área de influência, para desfrutar de uma proposta única, além de inovadora.

 

Com nomes tão subjetivos como ser Paladar de las Dos Orillas, Aquarela do Uruguai, Uruguay welcomes great American restaurants, e Siete Fuegos by Francis Mallmann é que este festival chega até terras da costa uruguaia. Figuras da estatura de Drew Nieporent, Alan Richman, Josimar Melo, Charlie Arturaola, Martín Arrieta, Mara Salles, Gastón Yelicich, Hubert O'Farrell, Francis Mallmann, Federico Fialayre, Hernán Tahiana, e Marina Moraes – só para nomear alguém – estão entre as personalidades convidadas, que entre fogos e as taças nos vão demonstrar os seus conhecimentos.

 

É então que com este festival o Uruguai passa a integrar o circuito internacional de eventos de alta gastronomia, como no caso do Aspen Food & Wine Classic, e o South Beach Wine & Food Festival de Miami. Toda uma conquista, se considerado o pequeno do Uruguai, mas, um lugar que tem uma rica gastronomia e ótimos vinhos que tem e vale a pena ser conhecidos.

 

Falando de vinhos, Wines of Uruguay (Asociación de Bodegas Exportadoras) vai estar presente com as suas vinícolas apresentando o melhor da produção vitivinícola uruguaia. A vinícola Alto de La Ballena já confirmou a sua participação, e a grande novidade vai ser Bodega Garzón, quem pela primeira vez vai apresentar-se em público com algo assim como um avant premiere de seus primeiros rótulos. Vinhos produzidos com uvas cultivadas na paisagem serrano – a propriedade da empresa Agroland, hoje conhecida pela qualidade dos seus azeites de oliva estra-virgem da grife Colinas de Garzón – vão ser apresentados em sociedade e degustados.

 

Como diretor do festival está Gabriel Bialystocki, um ávido gourmet e viajante, consultor em marketing gastronômico para produtos premium em alimentos e bebidas. Gabriel abriu o seu próprio restaurante antes de trabalhar como jornalista na categoria ''food & travel'', colaborando usualmente na mídia internacional especializada, como Food & Wine Magazine (USA), Gourmet Magazine (USA), revista Viagem & Turismo (Brasil), Revista In Lan Chile (Chile) e TimeOut Punta del Este, além de Radio El Expectador, como colunista de gastronomia e viagens. Através de anos recorrendo os restaurantes de Nova Iorque, São Paulo, Buenos Aires e Punta del Este, tem conhecido a muitos famosos da cozinha, os quais sempre convida para conhecer Punta del Este, o lugar que escolheu para viver.

 

Alguns dos pontos altos do festival, são dois eventos onde vamos ter o prazer de participar como convidados. Um dele é o que acontece o sábado, dia 13 de novembro, no Ballroom do Hotel Mantra Resort e que trata-se do jantar Aquarela do Uruguai onde vão cozinhar os chefs Mauricio Ganzarolli (Bananeira Restaurante, São Paulo), Mara Salles (Restaurante Tordesilhas, São Paulo), e Marina Moraes (Restaurante Gardenia São Paulo e Montevidéu). O outro é um almoço, o sábado, dia 27, com o badalado chef Francis Mallmann, quem vai oferecer aos convidados uma cozinha que ele titula Siete Fuegos (sete fogos), uma apresentação ótima de diferentes técnicas usadas, as mesmas que são descritas no seu último livro.

 

Uma proposta diferenciada, altamente recomendável, que todo amante da boa mesa não tem que perder.

 

Mais informacão, visite a web site: http://www.puntafoodandwine.com/

 

Venda de ingressos em Uruguai: a partir de 15 de octubro em Red UTS nos siguentes locais:

Pontos da Red UTS habilitados en locais de Red Pagos de Montevidéu e interior do país
• Palacio de la Música: Punta Carretas Shopping, Shopping Tres Cruces, 18 de Julio 1112 esq. Paraguay, y Portones Shopping
• CD Warehouse El Gaucho: 18 de Julio 1425 esq. Ejido

 

Desde o exterior: This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it

 
Vinhos brancos uruguaios recomendados no Brasil

Revista ADEGA destaca os vinhos brancos produzidos no "país do Tannat"

 

 

Em artigo com nossa assinatura, e publicado pela Revista ADEGA do Brasil, sua edição

Nº 58 (setembro de 2010) dedica 3 páginas ao vinho uruguaio. Sob o título “Não apenas de Tannat vive o Uruguai” a publicação deixa ver a aptidão que este canto do planeta possui na elaboração de outras castas, em especial as brancas.

 

Segue o texto na íntegra do mencionado artigo:

 

A Tannat se tornou símbolo (e sinônimo) da vitivinicultura uruguaia, mas nosso vizinho tem muito mais para apresentar, especialmente os vinhos brancos

 

Brancos jovens, alguns espumantes, e até rótulos de guarda surgem próximo ao gado que pasta em verdes pradarias. Em torno de vinhedos saturados com a casta Tannat – vinho que harmoniza perfeitamente com as carnes uruguaias – começam a despontar outras uvas, as brancas, que ganham espaço na plantação, na vinícola e na mesa do consumidor.

 

Há 15 anos, pensar em beber vinho branco no Uruguai acompanhando comida significava, sem dúvida, pensar em vinho importado. A oferta escassa, a qualidade discutível e a falta de costume de comprar rótulos nacionais faziam com que fosse quase certo que o consumidor uruguaio tenderia a procurar por um branco chileno – ou europeu, se seu bolso o permitisse – na maioria das vezes.

 

Para a sorte dos viticultores e consumidores, essa realidade tem mudando. Infelizmente, não tão rápido como no caso dos tintos, vinhos que, em geral, também evoluíram em termos de qualidade, mas, independentemente disso, sempre foram consumidos devido à dieta uruguaia, baseada em grande quantidade de carne vermelha.

 

Com os vinhos brancos a história é outra. As vinícolas tiveram que investir fortemente em tecnologia (equipamento de resfriamento, aço inoxidável, filtros, linhas de engarrafamento mais modernas, rolhas escrew cap etc), além dos vinhedos, nos quais elas têm contado, inclusive, com assessoria de especialistas internacionais. Apenas para nomear alguém, não podemos esquecer o grande aporte que o neozelandês Dunkan Killiner fez com o cultivo de Sauvignon Blanc nesse canto do mundo.

 

Como são os brancos uruguaios?

 

Mas, como são hoje em dia os brancos uruguaios? Boa variedade de estilos, tipos de vinificação, e boa diversidade de cepas permitem levar à mesa rótulos que antes não existiam acompanhados de pratos ligeiramente a medianamente encorpados.

 

Desde o fresco, herbáceo, e cítrico Sauvignon Blanc – um vinho que no Uruguai promete e que já conta com muitos seguidores – até os mais clássicos Chardonays – às vezes fermentados em barricas, a elegância e finesse são denominadores comuns nesses brancos saborosos e muitas vezes versáteis nas harmonizações.

 

Porém não apenas tipos clássicos dão o que falar atualmente. Também exclusividades como o Torrontés e o Albariño agradam consumidores locais e do mundo todo, que ávidos por provarem novos sabores, uma vez os aprovem, acabam maravilhados com esses brancos diferentes e intrigantes, incorporando esses vinhos a seus rótulos do dia-a-dia.

 

Mais opções de harmonizações

 

Outro capítulo merecem os espumantes, ainda escassos se considerarmos apenas os

que conseguiram alcançar um nível de qualidade que os coloque entre os melhores do mundo. Mesmo assim, o país conta com alguns poucos excelentemente bem elaborados

e que demonstram que no Uruguai também se pode alcançar um verdadeiro champenoise quando assim se propõe.

 

Agora, se há algo que realmente chama a atenção, é que nem sempre um vinho expressa o seu melhor quando jovem. Depende, claro, do estilo, da forma como é elaborado, e da forma como é conservado. Aspectos que todo bom enófilo leva em conta. Já sobre a gastronomia que acompanha esses líquidos, ainda que aquela regra que diz que “vinho branco acompanha carne branca, peixes e frutos do mar” deva se respeitar, nem sempre são essas as melhores opções para esses vinhos modernos, que acompanham uma variedade maior de pratos, permitindo um prazeroso desfrute durante a refeição.

 

O terroir para os brancos

 

Qual é o motivo pelo qual o Uruguai apresenta tanta aptidão para a produção de vinhos brancos? Uma simples resposta explica esta questão: as condições geoclimáticas contribuem para que o terroir – especialmente no sul de Uruguai – reúna os fatores imprescindíveis para se obter vinhos brancos elegantes.

 

Temperaturas moderadas que são influenciadas diretamente por grandes massas de água – como é o caso do Rio da Prata - com influência marítima e grande amplitude térmica, somadas ao fato de que na temporada de colheita é comum que nesta região do país

chova mais do que o necessário. Todas essas características fazem com que variedades com ciclo de maturação curto (como é o caso da Sauvignon Blanc, por exemplo) se beneficiem e acabem oferecendo o frescor, a acidez e as notas cítricas tão buscadas nesse estilo de vinho.

 

Vinhos brancos que, diferentes dos produzidos pela Argentina e Chile – dois países onde a vitivinicultura é praticada em clima semi-desértico - se expressam com grande potencial de fruta fresca, sem dar lugar a notas de fruta cozida e sobrematuração que, às vezes, conspiram contra a tipicidade varietal.

 

Para terminar, experimente rótulos uruguaios, harmonize-os a seu gosto, quebre paradigmas, abra sua cabeça. Temos certeza de que não se arrependerá. E lembre-se que seu país vizinho, o Uruguai, não vive apenas de Tannat.

 
Sommelier uruguaio compartilha a tela grande com o Michel Rolland

"El camino del Vino" título do filme que tem de protagonista ao Charlie Arturaola

 

 

O vinho é para muitos uma bebida mais. Para outros e quantos menos, a bebida por excelência. Mas, para os que vivemos e trabalhamos com ele, poderíamos chegar a considerar o vinho, uma paixão, uma arte – como a pintura, a música, e por que não? o cinema.

 

Para quem gosta do cinema e do vinho, com certeza não deixo passar filmes tais como “Caminhando nas nuvens” um inocente melodrama interpretado pelo Keanu Reeves, a Aitana Sánchez-Gijón, e a participação especial do Anthony Quinn, onde a tradição por manter vivo o cultivo da videira brigava conta vento e mar (melhor dito, contra vento e fogo).

 

Depois, no ano 2004 apareceu “Entre Umas e Outras” (Sideways) – filme maketineiro como poucos – que contava a história de dois amigos (um deles um grande apreciador, e o outro um leigo) dedicados a percorrer a vinícolas da Califórnia antes que uns deles se casar. Assim, e de passo, procurar o melhor Pinot noir produzido na região. Não passo mais de três meses logo do estreio do filme, que varias vinícolas e importadoras ficarem sim estoques de Pinot Noir, a causa da demanda impulsada pelo filme.

 

O Festival de Cannes 2004 foi o que deu a conhecer ao mundo a aposta ousada de um diretor de cinema (também sommelier) chamado Jonathan Nossiter, quem colocou acima da mesa o questionado tema da “globalização do vinho” no polêmico documental “Mondovinho”. Ali foi enfrentado os dois estilos de vinificação - o do “novo mundo” com os Estados Unidos na cabeça; por outro lado, o de “a velha Europa”, estilo do qual Nossiter com certeza agrada mais.

 

Um pouco mais recente, já no ano 2006, a novela “Um Bom Ano” (A Good Year) que tive como protagonistas ao Russell Crowe e Marion Cotillard, é uma linda história que conta sobre a luta por vender um velho chateau cercado por videiras na Provence – herdado de seu tio – e que leva ao protagonista a se enamorar de uma velha conhecida da infância.

 

Até agora, nada de novo. Embora, já se encontra rolando os festivais, um novo filme, neste caso tendo como protagonista, um uruguaio. Trata-se do Charlie Arturaola (49) um conhecido expert sommelier que mora nos Estados Unidos há vários anos, e que nesta oportunidade mostra a sua nova faceta, a de ator de cinema.

 

O filme que leva por título em espanhol “El camino del Vino” e que está dirigido pelo

Nicolás Carreras, trata a história do próprio Arturaola que depois de chegar a Mendoza (Argentina) com o fim de participar do evento Master of Food and Wine, sofre um estranho e incomum mal-estar, com a terrível consequência de “perder o seu paladar” e assim ficar incapaz para fazer o seu trabalho profissional. Para sorte do Arturaola, isso é só parte da ficção!

 

Daí em diante, o protagonista inicia um longo caminho na busca de resolver o mal que o aflige, e com isso procura as dicas de experts do vinho, como no caso do flaying winemaker Michel Rolland, a quem solicitou conselhos. O Rolland lhe indica que percorra

a região na procura de degustar os melhores vinhos ali produzidos. Outras importantes figuras do ambiente eno-gastronômico também aparecem na cena e se cruzam neste “caminho do vinho” traçado pelo Arturaola. Somente para citar alguns deles: o chefe de cozinha italiano Donato De Santis, a enóloga Susana Balbo, e o consultor norte-americano Paul Hobbs.

 

Embora ainda não este marcada a data do estreio, e de acordo ao informado pela produção, uma apresentação especial com um avanço “onde vai ser possível que se veja algo mais que um trailer” vai acontecer o próximo 22 de setembro no Palacio Duhau – Park Hyatt Buenos Aires, lugar no qual imprensa e amigos vai ter possibilidade de conhecer mais um pouco sobre o filme.

 

Você quer saber como é que termina a história? Nosso amigo Charlie vai recuperar o seu valorado paladar, seu sentido do gosto? Calma, e lembre-se que assim como ao bom vinho de guarda é necessário esperar, você também terá que aguardar pelo menos até o pre-estreio, evento que estima-se vai acontecer no verão 2011, então sim vai saber o final.

 

Sim o filme vai ser um sucesso? ainda não e possível ter certeza, mas só por o fato de contemplar as paisagens da Cordillera de Los Andes na Provincia de Mendoza, os

gigantes vinhedos, as pequenas e grandes vinícolas que o protagonista visita, os povos e suas tradições; a espera vai valer a pena e sem dúvida terá pendente ao espectador, cativo no tempo tudo que o filme dura.

 

 

Web Site do filme: www.elcaminodelvino.tv 

 
Coleção Tannat, a ponta do iceberg

Foi apresentado em São Paulo (Brasil) o novo produto de Wines of Uruguay

 


 

Apenas faz algumas horas, em São Paulo (Brasil) aconteceu a apresentação oficial do novo produto da ABE (Asociación de Bodegas Exportadoras del Uruguay) para su projeto Wines of Uruguay. Sob o nome de “Coleção Tannat” é apresentada e lançada essa nova campanha que procura fortalecer, e tornar mais visível a presença do vinho uruguaio no

país verde-amarelo.


Foram as charmosas instalações do Hotel Renaissence do Jardim Paulista, o lugar escolhido onde, profissionais do setor, representantes de importadoras, diplomáticos e imprensa, disseram estamos aqui, para conhecer mais sobre esse novo produto. O

mesmo trata-se de uma seleção de 12 vinhos elaborados com a “casta ícone” do Uruguai, nossa valorizada uva Tannat, que com diferentes opções de terroir e produtor, é apresentada em um packaging de 4 garrafas diferentes (1 de cada vinícola) e que esta chegando ao mercado brasileiro com um preço por demais competitivo.


O packaging está projetado com uma imagem bem representativa – ícone do turismo nacional e internacional – uma foto da Playa (praia) Mansa de Punta del Este, onde tem destaque a presença do Hotel Conrad e alguns prédios emblemáticos da beira-mar

daquela cidade do leste uruguaio. Entre os prédios, se podem ver intercaladas grandes garrafas de vinho, as que não são rotuladas com grife alguma do produtor em particular, procurando comunicar assim, o esforço e trabalho feito em grupo das vinícolas envolvidas no projeto.

 


 

Embora esta ação é aplaudida e vista com bom olhar pelos atores envolvidos, apenas deveria ser a ponta do iceberg do trabalho duro que ainda tem que ser feito e desenvolvido no país vizinho. Só se considerarmos que de cada 3 garrafas de vinho vendidas e consumidas no Brasil, 2 delas são feitas por produtores de Argentina e Chile, o fato sugere que a participação dos vinhos uruguaios naquele mercado, ainda é muito pequena.


Mas, como a ideia é começar fazendo alguma ação, isto é um bom início, que sem

dúvidas vai ajudar a melhorar a imagem e a jogar fora os preconceitos que o consumidor

de vinhos no Brasil tem para o vinho uruguaio. Ações paralelas coordenadas como as realizadas pela sommeliére Eliana Araújo, com degustações, capacitação e aulas a garçons, e palestras sobre o tema, fortalecem estrategicamente e colaboram para chegar em concreto ao fato de criar a “imagem país” ainda em planos de ser criada.


Agora, acredito que é necessário fazer uma pergunta: somente é Tannat o que Uruguai

tem de bom para oferecer ao Brasil? Porquê não vinhos brancos? O Brasil é grande, seus climas – maiormente temperados e até tropicais – e suas culturas diversas, assim como a sua economia, fortemente ligada ao consumo, configuram de fato, um cenário ótimo para o negócio do vinho. Voltamos mais uma vez ao que já dissemos: “a ideia é começar fazendo alguma ação” e sem dúvidas, o Tannat é o que nos diferencia dos outros países produtores.


Em um mercado onde coexistem uns 20.000 rótulos produzidos nos mais remotos cantos do planeta vinícola, Uruguai levanta uma bandeira, a da uva Tannat, que necessita ser redescoberta. E com isso, alcançar a liberdade de tudo preconceito que a coloque na categoria de “vinho adstringente ou encorpado demais” para assim se mostrar com uma das suas melhores faces – sua ótima harmonização com carnes vermelhas – além dos benefícios que traz o seu consumo moderado. Benefícios que são prestados por a sua carga de reverastrol, uma substância antioxidante e boa para a saúde.


Brasil, um mercado que vale a pena, foco de exportação para a grande maioria dos produtores uruguaios. Um mercado no qual lutam por entrar vinícolas que ainda não tem representação. Luta que se é feita de maneira compartida – sem descuidar, mas deixando ao lado aquilo de “minha fatia do bolo” – com o objetivo de alcançar a falada “marca país”, com certeza vai dar frutos a mediano prazo. Então o resultado vai ser só um: colocar os vinhos uruguaios no lugar onde eles têm que estar; na mesa do consumidor.

 
A Cuna (berço) das novas espécies

Renovação, e preservação da natureza: na mira de Los Cerros de San Juan

 

“Que as águas fiquem cheias de todo tipo de seres vivos, e que na terra haja aves que voem no ar” (A Bíblia, Gênesis 1:20)

 

Com essas 21 palavras, é resumida a criação – segundo relata a história bíblica – de

todas as espécies que hoje habitam as águas e o céu de nosso planeta. Criadas até mesmo um dia antes dos demais animais e do próprio homem, que segundo o relato foram criados depois.

 

As aves sempre tenham tido algum papel importante ao longo da história. Só para mencionar um exemplo, lembremos o simbólico da “pomba da paz” criada por o Pablo Picasso em 1949, alguns anos depois de terminada a II guerra mundial e que até nossos dias é sinônimo de paz mundial.

 

Mas, o quê é tudo isso? ou qual é a sua relação com o vinho? Vamos ver.

 

O vinho, como toda criação – mais neste caso que estamos falando de um produto natural e de transformação – tem suas raízes submersas no terroir em onde nasceu, em seu berço. Esse berço é mesmo a terra onde a videira esteja plantada, assim como o tudo seu ambiente. Ambiente no qual habitam um numero de espécies de plantas e animais que vir a formar as características e até o microclima do lugar, com uma impressão no produto final – o vinho – e umas particularidades puras e únicas, irreproduzíveis em outro lugar, por pertinho que esse esteja.

 

Conhecedores desse potencial natural, e cuidadosos de um ecossistema extremamente puro, é que a reconhecida vinícola uruguaia Los Cerros de San Juan, esta apresentando

em sociedade nestes dias, o seu nova linha de vinhos varietais Cuna. Nada melhor que o seu slogan, escolhido para ser usado na comunicação conceitual dos novos rótulos, onde se lê “Creados por la naturaleza” (em português: “Criados pela natureza”)

 

O vinho em sim é um produto natural. Sim a isso acrescentarmos que nos 231 hectares propriedade de Los Cerros de San Juan, são cultivadas apenas o 20 % das terras com viníferas, e o resto é formado por pastagens, alguns poucos prédios, rios, e mata nativa; isso fala claramente do respeito pela natureza, conviver com o médio ambiente e um plano de sustentabilidade e equilíbrio traçado ao longo prazo há já muito tempo.

 

Nesta diversidade de flora e fauna nativa dentro de um canto do estado de Colonia, destacam-se as mais de 100 espécies de aves que nidificam em terras do estabelecimento, e que em tempo de vindima podem tornar-se tentados a comer as suculentas uvas que o vinhedo oferece. Assim e tudo, os mesmos pássaros não são agredidos, só controlados com métodos naturais (barulho) totalmente inofensivos para eles.

 

É assim que essa grande diversidade de aves tem sido preservada ao longo dos anos. Mesmo na década do 70, foi assinado um acordo entre a vinícola e autoridades do Ministerio de Ganaderia, Agricultura y Pesca, onde a ordem foi que os pássaros que eram casados e, em secuencia capturados pela policia, foram lançados nas terras de Los

Cerros de San Juan.

 

Tudo esse respeito à natureza, é que motiva hoje a escolha da nova grife adotada. Os 6 rótulos dos novos Cuna (três brancos e três tintos) fazem honra ao lugar onde nascem as uvas, cercadas por espécies que convidam a ser descobertas. O pássaro “carpintero” (carpinteiro) o “pecho colorado” (peito vermelho) e o “jilguero” são alguns destas aves impressos nos limpos e bem projetados rótulos que começam a ser vendidos em lojas especializadas, supermercados, e sobre tudo em restaurantes – um dos pontos fortes da empresa.

 

Nenhuma relação tem o nome Cuna com a já conhecida linha que a vinícola comercializa sob os rótulos Cuna de Piedra. Mais lá da associação que os consumidores possam fazer com essa grife, vale a pena esclarecer que os novos vinhos são os que trocam pela linha San Juan que a vinícola trabalha no mercado há mais de 20 anos.

 

O qual motivo para essa muda? Ter chegada ao consumidor com um ótimo produto custo-benefício, e adaptado aos tempos modernos. Elegância, equilíbrio, uma ótima expressão da fruta, além da tipicidade varietal, é o denominador comum dos novos Cuna, uma proposta que leva a conta o consumidor tradicional do Cabernet Sauvignon “rótulo preto” como assim também o consumidor jovem que recentemente começa a experimentar vinhos.

 

Os antigos rótulos onde as cores brilhantes indicavam o diferencial para cada casta, hoje são transportados ao novo projeto mantendo as mesmas cores, mas com nuances mais sutis e sabiamente usados em concordância ao varietal escolhido.

 

Em conformidade à casta, a vinificação e projetada para obter um produto de características únicas, ao nível dos mais exigentes paladares do mundo. Modernos, de um estilo mais “novo mundo” que os anteriores, mas com preservação de nuances europeias, os novos rótulos são só o começo de um plano estratégico da companhia, que também no futuro vai fazer o lançamento de outros rótulos, e comunicar projetos que procuram promover o cuidado mais responsável do médio ambiente, do planeta onde vivemos.

 

Os brancos Riesling, Chardonnay, e Sauvignon Blanc; assim como os tintos Cabernet Sauvignon, Merlot, e Tannat, já de encontram no mercado para ser apreciados.

 

Descobra a novas espécies.... valen a pena ser degustadas!

 

 

Web site do produtor:  www.loscerrosdesanjuan.com.uy 

 
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