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Safra 2012 comentada por especialistas de oito países

  

Oito brasileiros e sete estrangeiros integram painel internacional de comentaristas. 16º degustador será sorteado entre o público no dia 29 de setembro. Uruguai vai estar representado pelo enólogo José Lez (Presidente de INAVI) quem terá a tarefa de comentar uma das 16 amostras.

  

  

Enol. José Lez, Presidente de INAVI (Uruguai)

 

Texto: Conceitocom Assessoria de Imprensa, Foto: Daniel Arraspide

 

 

As 16 amostras selecionadas por 120 enólogos brasileiros para serem degustadas por 850 apreciadores de vinho durante a 20ª Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2012, serão comentadas por um painel de especialistas de oito países. As percepções de cada vinho serão compartilhadas com o grande público por representantes da Argentina, Brasil, China, Cuba, Holanda, Itália, Portugal e Uruguai. Os vinhos foram selecionados entre os 30% representativos da safra, ou seja, 116 das 387 amostras. O maior momento do vinho brasileiro será realizado no dia 29 de setembro, a partir das 8h30min, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves.

 

O painel é formado por especialistas, sommeliers, jornalistas e enólogos. A composição é feita pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), promotora do evento, que se preocupa em convidar comentaristas que têm relação com a cultura e promoção do vinho. Ao chegar a sua 20ª edição, a Avaliação terá reunido mais de 12 mil apreciadores da bebida desde 1993, quando a ABE iniciou essa trajetória. De lá para cá, a contribuição do evento para a evolução da qualidade do vinho brasileiro é inegável. Cada avaliação de safra teve forte influência no desenvolvimento do setor.

 

Uma das 16 amostras é servida. Depois de degustada, cada participante dá sua nota e assinala seus comentários na ficha de degustação. Logo em seguida, é feito o comentário do vinho por um dos 16 comentaristas, que apresenta os resultados de sua apreciação sobre o vinho. As observações quanto aos aspectos visual, olfativo e gustativo apresentadas pelo degustador convidado podem ser anotadas pelo público servindo como referência para futuras interpretações. Isso permite o aprimoramento do gosto pelo vinho, evidenciando o caráter educativo da Avaliação. Em seguida, passa-se para outra amostra repetindo-se o mesmo procedimento até o final.

 

Somente depois da degustação é que são divulgados os vinhos classificados entre os mais representativos da Safra 2012. De um total de 387 amostras inscritas por 70 vinícolas de sete estados brasileiros, será anunciada uma relação de 116 vinhos (30%), assim como a divulgação das 16 amostras que degustadas, simultaneamente, por cada participante.

 

O resultado reflete a análise feita por 120 enólogos brasileiros, que degustaram as amostras no período de 10 a 31 de agosto, no Laboratório de Análise Sensorial da Embrapa Uva e Vinho, instituição parceira da ABE e que presta todo apoio técnico ao evento.

 

PAINEL DE COMENTARISTAS:

 

1. Gilmar Pedrucci - Brasil

2. René García - Cuba

3. Iran Castro - Brasil

4. Inês Cruz - Portugal

5. Silvia Mascella Rosa - Brasil

6. Daniel Dalla Valle - Brasil

7. Ricardo Godoy - Argentina

8. Alberto Miele - Brasil

9. João Leme - Brasil

10. José Alcides Munhoz - Brasil

11. Lau Wai Man Ronny - China

12. Roberto Zironi - Italia

13. José Lez - Uruguai

14. Paulus Op Ten Berg - Holanda

15. Horst Kissmann - Brasil

16. Sorteado 

  

  

 

 

 
Vale dos Vinhedos conquista primeira Denominação de Origem de vinhos do Brasil

Notícia anunciada o 11/09 pelo INPI é comemorada pelos produtores de vinhos

Texto: ConceitoCom, Fotos: Andrea Fontes / Daniel Arraspide

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) deferiu o dia 11/09, o pedido de registro de Denominação de Origem (DO) para o Vale dos Vinhedos. A decisão foi publicada na RPI 2175. Agora, o Brasil possui sua primeira DO de vinhos e espumantes, modalidade mais complexa e valiosa de uma Indicação Geográfica (IG). A luta por essa conquista vinha sendo encabeçada pela Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), criada em 1996. De lá para cá, o sonho da DO sempre acompanhou o trabalho da entidade, ganhando força em 2010 quando o pedido foi oficializado.

O terroir dos vinhos do Vale já é reconhecido graças aos parâmetros de qualidade aplicados pelas vinícolas a partir da certificação da Indicação de Procedência. A D.O., por sua vez, representa a evolução deste padrão, levando a público o potencial e a maturidade produtiva das vinícolas do Vale dos Vinhedos. O presidente da Aprovale, Rogério Carlos Valduga, destaca que a conquista da DO vem fortalecer ainda mais a identidade dos vinhos elaborados no Vale dos Vinhedos, já reconhecida em 2002, quando os vinhos e espumantes das vinícolas que integram o roteiro foram os primeiros produtos brasileiros a obter uma Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência (IP).

O registro da DO evidencia diferenciais que demonstram que o produto é patrimônio regional, com normas que preservam a sua identidade. Com a conquista, a perspectiva de obtenção de vantagens é ainda maior, tanto por parte dos produtores quanto dos consumidores. Além disso, a DO também atua no controle da qualidade da produção, desde o plantio das uvas, passando pelo processo de elaboração, até a comercialização dos vinhos. “O consumidor, quando estiver na gôndola de um supermercado, em uma loja de vinhos ou na mesa de um restaurante, ao escolher um vinho com DO Vale dos Vinhedos, vai ter a tranquilidade e a garantia da qualidade do produto daquela garrafa”, ressalta o presidente.

Agora, a Aprovale estará intensificando seu trabalho de esclarecer e consolidar os conceitos de IG, IP e DO, que por serem relativamente recentes no Brasil, ainda não são compreendidos pelo mercado consumidor. Já na Europa, já estão internalizados pelos consumidores por serem utilizados há séculos. Em uma linguagem simples e acessível, o Manual da Indicação Geográfica Vale dos Vinhedos traz as regras da DO e os benefícios que o consumidor e também a comunidade do Vale dos Vinhedos ganham com a certificação.

A produção do Vale dos Vinhedos varia entre 12 e 14 milhões de garrafas de vinhos finos por ano. Cada propriedade do Vale dos Vinhedos tem, em média, 2,5 hectares cultivados por videiras. Trata-se de vinícolas de pequeno porte, mantidas por famílias que cultivam vinhedos próprios e elaboram seus vinhos. Com isso, a prioridade é agregar valor ao produto em razão da qualidade, além de manter o homem do campo no interior.

Com a concessão do primeiro registro de IG, em 2002, a produção da região aumentou cerca de 30%. Com a DO, a expectativa é crescer mais 10%, porém a qualidade antecede a quantidade.



REGRAS DA DO VALE DOS VINHEDOS



A Denominação de Origem Vale dos Vinhedos

O Vale dos Vinhedos é a primeira região com Denominação de Origem (DO) de vinhos no país. Sua norma estabelece que toda a produção de uvas e o processamento da bebida seja realizada na região delimitada do Vale dos Vinhedos. A DO também apresenta regras de cultivo e de processamento mais restritas que as estabelecidas para a Indicação de Procedência (IP), em vigor até a obtenção do registro da DO.



Produção vitícola:

- As uvas devem ser totalmente produzidas na região delimitada pela IG e conduzidas em espaldeira.

- A irrigação e o cultivo protegido não são autorizados. A colheita é feita manualmente.

 

 



Cultivares autorizadas:

- Tintas: Merlot, como cultivar emblemática e Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat como variedades complementares.

- Brancas: Chardonnay como cultivar principal e Riesling Itálico como variedade complementar.

- Para espumantes (brancos e rosados): Chardonnay e/ou PinotNoir como variedades principais e Riesling Itálico como variedade auxiliar.



Limites de produtividade:

- Para uvas tintas: 10 toneladas/ha ou 2,5 kg de uva por planta.

- Para uvas brancas: 10 toneladas/ha ou 3 kg de uva por planta.

- Para uvas a serem utilizadas na elaboração de espumantes: 12 toneladas/ha ou 4 kg de uva por planta.



Produtos autorizados:

Vinhos tintos

- Varietal Merlot: Mínimo de 85% da variedade.

- Assemblage Tinto: Mínimo de 60% de Merlot, podendo ser complementado pelas demais variedades autorizadas.

- A comercialização somente pode ser realizada após um período de 12 meses de envelhecimento.



Vinhos Brancos

- VarietalChardonnay: Mínimo de 85% da variedade.

- Assemblage Branco: Mínimo de 60% de Chardonnay, podendo ser complementado por Riesling Itálico.

- A comercialização somente poderá ser realizada após um período de seis meses de envelhecimento.



Espumantes

- Base Espumante: Mínimo de 60% de Chardonnay e/ou PinotNoir, podendo ser complementado por Riesling Itálico

- Elaboração somente pelo Método Tradicional

- O processo deverá durar no mínimo nove meses



Graduação alcoólica:

- Tintos: mínimo de 12%, em volume

- Brancos: mínimo de 11%, em volume

- Base espumante: máximo de 11,5%, em volume



Outras normas:

- O espumante deve ser elaborado somente pelo “Método Tradicional”, com segunda fermentação em garrafa, que deve constar no rótulo principal, nas classificações nature, extra-brut e brut.

- A chaptalização e a concentração dos mostos não são permitidas. Em anos excepcionais o Conselho Regulador da Aprovale poderá permitir o enriquecimento em até um grau.

- Pode haver a passagem dos vinhos por barris de carvalho, não sendo autorizados “chips” e lascas ou pedaços de madeira.

 

 



Processo de rastreabilidade:

A Aprovale possui um Conselho Regulador responsável pelo regulamento de uso da Indicação Geográfica do Vale dos Vinhedos. Cabe a este conselho fazer o controle e fiscalização dos padrões exigidos pela normativa da atual IP e da DO. O Conselho Regulador mantém cadastro atualizado das vinícolas solicitantes da certificação e utiliza informações do Cadastro Vitícola do Ministério da Agricultura, coordenado pela Embrapa Uva e Vinho, para determinar a origem da matéria-prima.

Para controle da certificação são utilizadas as declarações de colheita de uva e de produtos elaborados, a partir das quais retira as amostras para análises físico-químicas, organolépticas e testemunhais. Estas amostras são lacradas e codificadas. Essa sistemática permite a rastreabilidade dos produtos.



Padrões de identidade:

Os produtos somente recebem o certificado após comprovada a origem da matéria-prima. 100% da uva deve ser procedente da área demarcada. Também precisam ser aprovados nas análises físico-químicas e na avaliação sensorial (degustação às cegas), realizada pelo Comitê de Degustação, composto por técnicos da Embrapa, técnicos de associados da Aprovale e da Associação Brasileira de Enologia.



Rotulagem:

- Os produtos engarrafados da D.O são identificados no rótulo principal e no contrarrótulo.

- Os vinhos tranqüilos podem identificar a safra e a variedades.

- Os espumantes devem utilizar a expressão “Método Tradicional”.

- Para o contrarrótulo, além das informações estabelecidas pela legislação brasileira, os espumantes podem identificar as variedades utilizadas, o tempo de contato com as borras e o ano de “dégorgement”.

- É obrigatório o uso da numeração de controle sequencial.



Web site da APROVALE: www.valedosvinhedos.com.br

 

 
ALMAÚNICA RESERVA Syrah 2011

 

Syrah gaúcho que surpreende pela sua elagância e qualidade 

 

 

Nombre Comercial: RESERVA ALMAÚNICA

Variedad: Syrah

Cosecha: 2011

Alc. Vol.: 13,5 %

Enólogo: Marcio Brandelli

Productor: Vinícola Almaúnica, Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves / RS – Brasil



A vitivinicultura do Brasil não deixa de nos surpreender, mesmo pelo fato de que não apenas espumantes, e não só castas tintas tradicionais como Merlot ou Cabernet Sauvignon são as que na última década chamam a atenção de consumidores e experts pela qualidade atingida.



Por exemplo, vinhos produzidos com Peverella e Refosco, apenas duas raridades que hoje é possível encontrar no mercado. Mas, nesta oportunidade vamos falar de outra casta, da Syrah, que se bem pode ser considerada uma casta tradicional no mundo, no Brasil ainda é bem pouco vinificada.



E falando em Syrah do Brasil, há um rótulo que muito chamou a nossa atenção quando degustamos ele pela primeira vez no ano passado. Foi no evento da Avaliação Nacional de Vinhos em Bento Gonçalves.



Trata-se do Reserva Almaúnica, um vinho de características especiais, um Syrah que não pode ser enquadrado na categoria de vinho de clima quente (como os australianos) nem de clima frio (como podem ser os produzidos em vales localizados pertinho do Pacifico no Chile).



De uma coloração rubi intenso com reflexos violáceos que deixa ver sua juventude este é um vinho elaborado numa novíssima e bela vinícola localizada na beira de RS 444 no Vale dos Vinhedos.

 

 



Elegante e distinto, no aroma destacam-se as notas de frutas pretas, flores, eucalipto, café, pimenta-preta, cacau, passas, tabaco, fumo, chá-preto e torrefação. Na boca é complexo, com acidez equilibrada, taninos maduros (macios) marcantes e finos. Tem notas de especiarias, com retro gosto persistente. De paladar encorpado, intenso e bastante longo.



Para alta gastronomia, é um vinho indicado para apreciadores que gostam só do bom. Beber na casa dos 16 – 17º, harmonizado com um lombo de cordeiro em crosta de pão e especiarias com risoto de pêra e queijo gorgonzola, que é sem dúvidas, uma muito boa pedida.



Maior informação da Almaúnica em: www.almaunica.com.br



 
Avaliação Nacional de Vinhos: inscrições abrem dia 4/9

A partir de terça-feira, 04/09, apreciadores já podem se inscrever para a 20ª Avaliação Nacional de Vinhos que acontece dia 29 de setembro, em Bento Gonçalves 

 

 

 

Texto: Lucinara Masiero (Conceitocom Assessoria de Imprensa), Fotos: G. Gomes

 

 

O momento mais aguardado pelos apreciadores de vinhos no Brasil se aproxima. É a 20ª Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2012. Consumidores de todo o País e do exterior poderão se inscrever no evento a partir da próxima terça-feira, 04. Serão mais de 800 pessoas reunidas no dia 29 de setembro para conhecer e degustar na taça a representatividade da safra em vigor. Como a maior de todas as edições, por reunir 387 amostras de 70 vinícolas de sete estados brasileiro, a Avaliação deste ano reserva surpresas. O evento, que já reuniu 11.217 apreciadores da bebida desde 1993, completa 20 safras tendo forte influência na evolução da qualidade da produção nacional, hoje reconhecida mundialmente.

 

As inscrições podem ser feitas pelo site www.enologia.org.br e informações obtidas pelos telefones (54) 3452.6289 ou 3451.2277. A exemplo de anos anteriores, as vagas oferecidas foram preenchidas na primeira semana. Diante disso, o presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), entidade promotora, enólogo Christian Bernardi, chama a atenção dos apreciadores para que se antecipem, a fim de garantir participação no evento. “A Avaliação Nacional de Vinhos é um evento muito concorrido e que atrai gente de todas as partes do País, inclusive do exterior. A estrutura é limitada no número de pessoas e, por isso, se esgota rapidamente”, diz.

 

O resultado que será apresentado no dia 29 de setembro reflete a análise feita por 120 enólogos brasileiros, que degustaram as amostras no período de 10 a 31 de agosto, no Laboratório de Análise Sensorial da Embrapa Uva e Vinho, instituição parceira da ABE e que presta todo apoio técnico ao evento. Seguindo normas internacionais, as degustações foram realizadas às cegas em cinco categorias: Branco Fino Seco Não Aromático, Branco Fino Seco Aromático, Tinto Fino Seco, Tinto Fino Seco Jovem e Vinho Base para Espumante.

 

 

 

Sistemática da degustação no dia 29 de setembro

 

A degustação de cada amostra segue o seguinte funcionamento:

 

Uma das 16 amostras é servida. Depois de degustada, cada participante dá sua nota e assinala seus comentários na ficha de degustação. Logo em seguida, é feito comentário do vinho por um dos 16 comentaristas, que apresenta os resultados de sua apreciação sobre o vinho. As observações quanto aos aspectos visual, olfativo e gustativo apresentadas pelo comentarista podem ser anotadas pelo público servindo como referência para futuras interpretações. Tal atitude permite a propagação do aprimoramento do gosto pelo vinho. Em seguida, passa-se para outra amostra repetindo-se o mesmo procedimento.

 

 

 
Guatambu Nature Extra Brut

 

Um belo espumante da Campanha gaúcha

 

 

 

 

Nome Comercial: Guatambu Nature

Variedade: Espumante Método Tradicional Extra Brut

Casta: Chardonnay

Alc. Vol.: 12,5 %

Enólogo: Alejandro Cardozo

Produtor: Guatambu Estância do Vinho, Dom Pedrito / RS – Brasil



Apresentado no mercado faz alguns meses, ainda não tínhamos degustado, mas, ouvimos falar dele muito bem. Hoje chegou o momento de tirar a rolha, e experimentar este belo espumante gaúcho.



Trata-se de uma produção de apenas 3.600 garrafas numeradas de um lote muito especial elaborado pelo método tradicional. As uvas Chardonnay cultivadas na Serrinha de Dom Pedrito, e colhidas no ponto ótimo de amadurecimento são as que dão origem a um borbulhante fino, delicado e complexo.



Vinificado sob a supervisão do enólogo uruguaio Alejandro Cardozo, este espumante exibe cor pálida esverdeada com reflexo prata. O seu perlage é fino e persistente, com formação de mousse no alto da taça.

 

 



Na boca se percebe com boa expressão de fruta branca, grande volume, leve tostado, frutos secos, especiarias, e acidez bem equilibrada. Ótimo para quem gosta do estilo semi-maduro, mas, sem excesso de notas de fermentos, já que a bebida mantem muito bom frescor.



O seu lugar na mesa esta – por exemplo – ao lado de canapés de salmão com ervas, costelinha de pacu grelhada em molho agridoce, e spaghetti com cogumelos ao creme. Beber na casa dos 6 – 8º C.





Mayor información sobre a Guatambu Estância do Vinho em:

www.estanciaguatambu.com.br



 
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